Analogia da paixão



Vou falar sobre piscinas, OU NÃO.
Meus pais e uns amigos da família, resolveram passar um fim de semana num Hotel fazenda. Era incrível, várias piscinas, quadras, campos, tinha um lago com pedalinhos, alguns animais e tal, era bem bonito!
Quando cheguei, fiquei completamente apaixonado, era um lugar completamente diferente de tudo que um menino criado no centro de São Paulo já tinha visto.
Decidi então colocar minha mãozinha em uma das maiores piscinas de lá, queria saber a temperatura da água, só isso. O problema é que, eu escorreguei, caí lá dentro e por alguns segundos, fiquei engolindo água desesperado dentro da piscina.
O lance é que esse escorregão na infância, gerou consequências bizarras...
Hoje, Eu sou o cara que fica sentado na beira da piscina, enquanto os amigos estão cruzando a piscina numa corrida. Sou o cara que entra na piscina pela escada, enquanto os amigos estão saltando, dando cambalhotas e tudo mais. Sou amigo do salva-vidas gordinho do clube. Sou o cara que na praia só avança até a água bater no joelho. Sou o encarregado das fotografias, quando os amigos estão na cachoeira e você do outro lado, em algum lugar seco...
Pois é, eu sou o cara que não sabe nadar!
Meus amigos me perguntam porque não faço aulas (Como se eu já não tivesse tentado). Me mandam ir até no psicólogo ou seja lá qual for o responsável por isso (Eles acham que é uma fobia). Me perguntam porque não me envolvo mais, porque não me interesso, porque não me arrisco. Porque não esqueço isso, aconteceu a tanto tempo...
Eu não sei porque eles insistem tanto. Eu só não quero nadar!
E as respostas a todas essas perguntas, é uma só!
Uma vez coloquei minha mãozinha na água, querendo saber a temperatura e me afoguei...


Vocês sacaram que não estou falando disso pra valer né?
E aliás, se vocês sacaram, não sou eu! Se você não entendeu, sou eu!

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