Corra Forrest! Corra!

Eu quero correr, correr o mais rápido que conseguir. Não me importo com os quilômetros, quero meus pulmões queimando, quero minha cabeça doendo, meu coração acelerado, quero minhas pernas clamando por uma pausa. Eu quero correr mais rápido, eu quero correr gritando e não quero ser interrompido.
Eu quero correr sozinho, quero correr e pensar. Quero correr até cair, quero correr ouvindo Muse, quero correr ouvindo Bach, quero correr ouvindo Racionais, quero correr ouvindo Legião, quero correr, quero meus tendões, ligamentos, nervos, músculos gritando.
Quero correr o mais rápido que conseguir, quero correr sozinho. Correr é tudo que quero.
Quero correr no sol, na chuva, de dia e de noite, quero correr durante as madrugadas, quero correr na rua, na calçada, na areia, quero correr e nunca mais parar.
Eu preciso ser rápido, eu preciso ser mais rápido. Eu queria ser muito rápido, queria correr por horas, queria correr pra longe daqui.
Eu quero correr sem músicas tocando, estou cheio da música, estou cheio das rimas, das melodias, dos instrumentos, das vozes. Quero o barulho dos carros, caminhões, ônibus passando a centímetros de mim.
Quero descansar, preciso me sentar, preciso dormir. Meu corpo não aguenta mais, estou exausto, minha cabeça dói, meu coração parece bater ao lado do meu ouvido, consigo ouvi-lo. Meus pés sangram. Eu preciso parar. Estou ofegante, mal sinto o ar chegando aos meus pulmões, eles queimam.
Estou cansado das perguntas, estou cansado de responder. Quero correr, mas, preciso parar. Eu não quero parar, mas preciso parar.
É só isso que quero, quero correr e não ser alcançado, quero correr sozinho!

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