Infância nostálgica



Os fins de semana em casa costumavam ser muito agitados. Eu mal consigo me lembrar de um fim de semana em que a casa estivesse vazia. Era muito bom, quero dizer, eu era muito pequeno então, chapava o globo de refrigerante, corria a noite toda com meus primos e amiguinhos, e o mais bizarro (hoje acho sensacional), eu dançava muito hahahahahahahaha.
Minha família é um misto engraçado, é tipo, um pouco da cultura nordestina, um pouco desse lance Paulista e tal.
Então, eu me lembro muito bem que as noites iam de Samba Rock, para Forró, é uma combinação aparentemente problemática, ou deveria ser, afinal, em casa dava super certo.
Meus primos, tios, dançavam a noite toda. O samba rock rolava sem parar, eram giros, passinhos que até hoje não entendo. Era muito bonito, mas, esse estilo de dança, até hoje eu não sei, apesar de no fundinho ter vontade de aprender. Quando mudava pro forró, as coisas desanimavam? É claro que não, minha família é bem punk (Com forró e Samba Rock, é isso mesmo, bem punk), e no forró eu já me arriscava com uma priminha, sei lá, acho que tínhamos uns 6 anos. Provavelmente nós atrapalhávamos a galera mais velha, porque, dançávamos o famoso dois pra lá e dois pra cá, e bem no meio de todo mundo. Éramos dois pedacinhos de gente, esbarrando em todo mundo lá no meio.
O lance é que eu fui crescendo e ficando babaca sabe? Tipo, comecei a ter vergonha da família e tudo mais. Acho que é fase, sei lá. Agora eu posso tentar o dois pra lá, dois pra cá, mas, minha parceira precisa ter paciência e estar de tênis por favor...
Quando estou realmente sozinho, gosto de dançar, tipo, não importa o que eu estiver ouvindo, seja Rock, seja Mpb, sei lá, eu danço, sozinho e escondido, mas danço.
Porque estou contando isso? É que isso tem me incomodado. Porque eu não danço mais? Porque eu continuo dançando escondido?
Eu nem sou tão ruim assim, não era pra dançar escondido, cara, dançar é bom. Aliás, se você dança como o Michael Jackson ou dança algo parecido com Morrissey e Morrisson, como fazia Renato Russo. Não importa cara, por que não dançar? É sério, dance!


Inclusive, vamos dançar. Pense bem se vai curtir mesmo isso aqui, pode ser que eu te tire pra dançar no meio da rua na nossa primeira conversa. E os meninos, a gente coloca o dedinho pra cima e finge que tá tocando um funk qualquer...
Vamos dançar!

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