Vida loca também ama!



Ela tinha lábios doces, doces como o mais puro mel. Beija-lá era como mergulhar numa realidade paralela. Beija-lá para mim era estar no mais alto monte, diante de toda uma cidade, com o silêncio dos homens e a voz do céu, beija-lá era estar finalmente livre. Beija-lá era voar!
Aqueles lábios... Jamais me esquecerei dos minutos que sem interrupções nos beijávamos, das carícias, do fogo, do desejo que ardia em nossos lábios. Jamais me esquecerei de sua mão que procurava a minha, e a cada passo se apertava contra mim com mais força. Jamais me esquecerei daqueles olhos que me procuravam enquanto andávamos, e daquele sorriso que estampava seu rosto ao me encontrar.
Estar com ela, era estar em qualquer lugar. Estar com ela era esquecer do cinza da cidade. Estar com ela era ir além do verde das mais calmas florestas. Estar com ela era ir além das belas águas, dos profundos oceanos. Estar com ela era ter o passaporte para o transcendente.
As infinitas realidades vividas em seu colo, enquanto ela acariciava meu cabelo e passava a mão em meu rosto. Os lugares que conheci estando ela a olhar-me, seus olhos pareciam carregar o mundo. Seus olhos piscavam e quando se abriam, revelavam belezas que o homem nem ao menos sonha encontrar.
Tudo isso era possível com ela. Eu sinceramente em muitos momentos, duvidava de sua humanidade. Era uma deusa? Um anjo? Uma extraterrestre? Eu sei lá, tudo isso parece bizarro agora...
As poucas palavras que dizia, eram carregadas de vida. Entravam e faziam morada em minha mente, pareciam ecoar dentro de mim, gerando vida e gerando vida.
Estar com ela era ser infinito. Ter seu amor era ter a eternidade. Ter seu sorriso era ter tudo!
Quando nos encontrávamos na avenida principal, dávamos as mãos um ao outro e instantaneamente o mundo parecia se dissipar diante de nossos olhos, as pessoas, os carros, o cinza dos prédios, da rua, o verde das plantinhas plantadas no meio da avenida, tudo que nos cercava antes, já não nos cercava mais.
A eternidade com ela seria pouco tempo, o infinito com ela é muito pouco, o todo com ela é pouco.
Ela era o meu mundo, minha vida e minha morte.
Tantas vezes no dia me lembro dela, já nem sei ao certo se ela existe ou se é somente alguém que eu criei e que se tornou real pra mim...
Ahhh! Esses pensamentos me enlouquecerão...


Vida loca também ama!

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